
Brilhosa, tímida e única. Seu tempo de vida é tão longo quanto de uma borboleta... Entretanto sua beleza não se compara a supremacia de nenhum inseto. (então, serei breve). Sua beleza física é transparente, límpida como a água normal, simples e exuberante. Sua temperatura conforta e seu gosto salga, aguçando assim toda a alma e destruindo os sentidos da razão. Sua forma arredondada como o orvalho caindo de uma planta nos lembra o quão rápida é sua trajetória, e como orvalho, ela se evapora. Assim ela nasce, cresce e morre. Rápido. Mas não tão rápido quanto a vida do sentimento que ela traz consigo.
Mas não pense que o que a torna bela é apenas sua voluptuosidade. Seu silêncio majestoso e todos os segredos que guarda escondidos em algum lugar daquela gota d’água. Tudo que ouve, cala-se, pois sua divindade consiste em seu mistério da criação, em ela apenas ser. E a nós cabe, tentarmos compreendê-la.
Pequenina e minuciosa deixa seu rastro até seu fim aonde o silêncio aprisionado pode ocasionar resultados inesperados e apocalípticos, tal como a teoria do caos e o bater das asas de uma borboleta. (de novo!)
Seu rastro, sua marca, sua história nos deixa penalizados, estáticos e pensativos. Talvez porque queiramos entender aquela língua enquanto ela, majestosamente, nos chame de bárbaros por não compreendê-la.
Seu desabafo seja de amor ou de raiva, de perda e de saudade, de felicidade ou culpa, não tem palavras... Apenas ela como representante daquele breve e imprescindível momento. Talvez sejamos mesmo bárbaros pela frieza da descrição com que faço. Tentando descrever em palavras concretas um gesto abstrato e o mais verdadeiro de todos.
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